Colóquio de Cultura Afro discute a representação do negro na mídia

Quarta, 29 Novembro 2017 19:12 por Assessoria de Comunicação Social

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), realizou, entre os dias 21 e 23 de novembro, a segunda edição do Colóquio de Cultura Afro-brasileira. O evento, realizado nas dependências do prédio do PDE, do Campus de Jacarezinho, teve como tema a “Representação do Negro na mídia” e contou com exposição, conferência, mesa-redonda e apresentações culturais.

A reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, ressaltou a importância do tema em discussão. “Ao se problematizar tal representação, a comunidade acadêmica e a comunidade externa podem, juntas, questionar certos estereótipos propagados, silenciosamente, por meio do discurso midiático e, assim, traçar estratégias de combate a esta forma de racismo”, acentua. A reitora destaca ainda que “tais reflexões são imprescindíveis para a formação intelectual e humana dos alunos, professores e para os membros da comunidade externa”.

Para o professor do curso de História da UENP, Maurício de Aquino, as atividades do Colóquio as atividades do Colóquio possibilitam dar visibilidade e valorizar a cultura afro-brasileira e seus atores sociais. “ O Colóquio permite tempos e espaços de interação, estudo, discussão, reflexão e geração de conhecimento sobre os temas da bricolagem cultural, do preconceito racial, das políticas públicas, dentre outros. Marca, enfim, o calendário acadêmico da UENP com um período específico para discutir a cultura afro-brasileira desde perspectivas multidisciplinares com a presença de atores sociais dessa cultura, como músicos, artistas plásticos e lideranças religiosas”, destaca o professor.

O diretor de Cultura da UENP, James Rios, ressalta que o Colóquio de Cultura Afro-brasileira na UENP é uma realidade que, a cada ano, vem se consolidando mais. “Sua importância se justifica na medida em que se fazem necessárias discussões sobre as questões étnico-raciais sob múltiplos aspectos e vertentes. Consoante a essas discussões científicas, o evento não pode perder de vista sua natureza cultural/artística. Por isso, neste edição, tentamos coadunar tudo isso num formato que, para as próximas edições, já é certo”, acentua.

Evento

Na terça-feira, 21, o Colóquio foi aberto com a apresentação musical do Grupo Aruanda, de Jacarezinho. Bruno Porfírio, Tiago Angelo, Carlos Kalado e Mestre Capu apresentaram repertório de sambas e ritmos afro-brasileiros. Logo em seguida, foi realizada a abertura da III Mostra de Arte Afro-brasileira, que, nesta edição, recebeu o título de “Celebração Ancestral”. A exposição, neste ano, conta com 45 obras do artista plástico Clóvis Affonso Costa – CaCosta, da cidade de Ourinhos, além de produções dos artistas André Reis, Jucelino Biagini, Marlon Silva, Donizetti do Nascimento, Luiz Fernando Angelo, Marina Moura, Selma Fugiatto e Tiago Angelo. 

As atividades do primeiro dia foram encerradas com a mesa redonda intitulada “A representação do negro em perspectiva: racismo, religião e violência”. Compuseram a mesa-redonda, que foi mediada pelo professor-mestre James Rios, os professores-doutores Maurício de Aquino (CCHE), Ricardo Martins (CLCA) e Antonio Donizete Fernandes (CCHE). Os docentes discutiram os filmes e documentário “Cafundó”, “Preto contra branco” e “Cidade de Deus”, sob enfoques diferentes.

No dia 22, o Colóquio recebeu professor Paulo Vinicius Baptista da Silva, da Universidade Federal do Paraná. Doutor em psicologia e membro da Associação de Pesquisadores Negros (ABPN), o professor ministrou a conferência a “Representação do Negro na mídia”. Ainda na segunda noite, o evento contou com a apresentação cultural da atriz Cris Campos, de São Luís do Maranhão. Além de atriz do Grupo Xama Teatro, Cris Campos é compositora, intérprete, arte-educadora e estudante do curso de mestrado em Arte Contemporânea, da Universidade Federal Fluminense (UFF). No Colóquio, ela realizou a performance “Cantos e contos da mulher oceano”, acompanhada dos músicos André Leite, Guilherme Barbosa, Tiago Angelo, Carlos Kalado e Mestre Capu.

O encerramento do II Colóquio se deu na quinta-feira, 23, com o Simpósio “Educação, Arte, Cultura e as Relações Étnico-raciais”. As comunicações do Simpósio ocorreram nas dependências do Centro de Letras, Comunicação e Artes (CLCA), e contaram com participação de alunos das Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO), Universidade Tecnológica Federal do Paraná e UENP.

A pró-reitora de Extensão e Cultura, Simone Castanho, destaca que “o Colóquio de Cultura Afro-brasileira é uma ação muito importante para a UENP. Por isso, nós, da PROEC, nos dedicamos muito para que o evento tenha sucesso”, enfatiza. A professora destaca a colaboração dos muitos parceiros que apoiaram os trabalhos para a realização do evento. “Aproveito o ensejo para agradecer aos alunos que nos ajudaram na organização, a professora Luciana Brito que, por meio de seu projeto de extensão, organizou essa belíssima exposição; aos professores, artistas e, também, ao professor Fábio, diretor do Campus de Jacarezinho, que, prontamente, atendeu as demandas do evento”, finaliza.

Última modificação: Quarta, 06 Dezembro 2017 16:09