O Vestibular dos Povos Indígenas visa garantir o acesso de estudantes indígenas ao ensino superior, promovendo a inclusão e o respeito às diversas culturas que compõem o Estado do Paraná. A UENP foi responsável pela aplicação do exame para os candidatos das terras indígenas Laranjinha, Pinhalzinho, Posto Velho/Iwy Porã, São Jerônimo, Sapopema e Barão de Antonina, se tornando o maior polo dessa edição do processo seletivo.
Para a coordenadora geral do Núcleo de Apoio e Assistência Estudantil (NAE) e membro da Comissão Universidade para os Indígenas (CUIA) Estadual, Rosiney Aparecida Lopes do Vale, esse é um marco importante e um momento valioso para o fortalecimento da instituição como um espaço plural que promove um diálogo respeitoso com as culturas, línguas e territórios indígenas. “Enquanto polo que acolhe o maior número de candidatas e candidatos, o Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná é para nós um processo seletivo que vai muito além do acesso à universidade; é reconhecimento de saberes, afirmação de direitos e fortalecimento da diversidade que enriquece toda a sociedade”, enfatizou.
O coordenador de Processos Seletivos da UENP, professor Augusto Seawright Zanatta, destacou que todas as atividades transcorreram conforme previsto. “Foram dois dias de trabalho intenso e comprometido, nos quais a Comissão Organizadora e a CUIA Estadual priorizaram o acolhimento aos candidatos, assegurando um ambiente agradável, seguro e organizado para a realização das provas. Agradeço, de forma especial, as auxiliares da Comissão organizadora, Adriana Setsuko Morisaki e Danielli Pires, aos fiscais, aos profissionais de saúde, segurança, limpeza e motoristas, bem como às comunidades indígenas e aos candidatos que participaram de mais esta ação de ingresso nos cursos da UENP”, ressaltou.
De acordo com o membro da Comissão Auxiliar do Vestibular Unificado da UEM, Osvaldo Pezoti Junior, o Vestibular dos Povos Indígenas ocorreu com sucesso no Polo UENP. “Por ser o maior polo a gente esperava uma maior agitação, mas foi tudo tranquilo. O Vestibular decorreu nas provas orais muito bem e também nas provas escritas. Os fiscais são pessoas que sabem trabalhar. Ocorreu em uma organização perfeita. A estrutura da UENP é muito boa para receber esse Vestibular. Foi tudo do jeito que a gente esperava que seria”, enalteceu.
Vestibular dos Povos Indígenas
Em 2025, o XXV Vestibular dos Povos Indígenas foi organizado e executado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com organização local da UENP. Além de Cornélio Procópio, o processo seletivo também foi realizado nos municípios Manoel Ribas, Santa Helena, Nova Laranjeiras, Mangueirinha, Tamarana, Ortigueira e Curitiba.
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