A abertura do evento contou com a presença do chefe de Gabinete, Mateus Luiz Biacon, que representou o reitor Fábio Antonio Néia Martini, além das pró-reitoras de Graduação, Juliana Telles Faria Suzuki, de Planejamento e Avaliação Institucional, Simone Cristina Castanho Sabaini de Melo, de Recursos Humanos, Maria José Quina Galdino e da coordenadora do Núcleo de Apoio e Assistência Estudantil (NAE), Rosiney Aparecida Lopes do Vale.
A programação teve início às 9h30 com uma palestra e roda de conversa sobre câncer de mama e câncer do colo do útero, conduzida pela professora Emiliana Cristina Melo, coordenadora do Projeto de Saúde da Mulher, e com a participação da diretora da Clínica Universitária de Enfermagem e Multiprofissional, Fernanda Prado Marinho. As alunas do 5º ano de Enfermagem, Isabella Cristina da Silva e Heloisa Kaori Kikuchi, também contribuíram com apresentações sobre temas relacionados à saúde da mulher.
Na sequência, a professora Ana Claudia Marochi, do colegiado de Pedagogia, abordou o enfrentamento à violência doméstica e outras formas de violência contra as mulheres. Por volta das 11h, os participantes foram divididos em grupos para rodas de conversa conduzidas pelos psicólogos do NAE, Maria Clara Valente e Luan Martins, que trataram de questões específicas voltadas aos públicos feminino e masculino.
Testes rápidos e exames preventivos
Durante a tarde, a partir das 13h30, foram oferecidos testes rápidos para todos os participantes e exames preventivos para as mulheres presentes, reforçando o compromisso da UENP com a promoção da saúde e o cuidado integral.
A pró-reitora Juliana Suzuki destacou a importância da conscientização para o enfrentamento da violência contra a mulher. “Não começa com agressão física ou homicídio, e sim com ameaças e outras formas de violência muitas vezes veladas, ocultas. Por isso é necessário estarmos atentos aos sinais”, alertou.
A professora Emiliana Melo reforçou a relevância do diagnóstico precoce. “Não conseguimos evitar o câncer, mas conseguimos prevenir a morte e tratamentos invasivos, dolorosos e que deixam sequelas. Apenas 0,46% dos municípios brasileiros batem as metas de exames preventivos de câncer de mama e do colo do útero, por isso é importantíssimo que cada um faça sua parte e divulgue informações ao máximo possível de pessoas”, aconselhou.
Para a professora Ana Claudia Marochi, o enfrentamento à violência contra a mulher permanece como prioridade. “Quando a violência é visível, fica mais fácil de identificar e ajudar as vítimas com denúncias ou resgate, mas nos casos de violência sutil as complicações são maiores. É preciso atenção e ações rápidas”, concluiu.
O evento reafirma o papel da UENP como agente de transformação social, promovendo ações que extrapolam os muros da universidade e impactam diretamente a vida das mulheres da comunidade.