SiSU UENP

GRADUAÇÃO EM MATEMÁTICA – Licenciatura

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISONADO DO CURSO DE MATEMÁTICA

CAPÍTULO I

DA DEFINIÇÃO DE ESTÁGIO

Art. 1º. O Estágio é um processo didático-pedagógico formativo curricular que possibilita a articulação entre formação teórica e início da vivência profissional, a qual, no caso, está relacionada à prática de ensino na disciplina de Matemática.

Art. 2º. O estágio supervisionado do curso de Matemática, de natureza essencialmente pedagógica e teórica-prática, é ofertado a partir da segunda metade do curso, caracterizando-se por ser um componente curricular obrigatório.

Art. 3º. Os estágios curriculares do curso de Matemática têm por princípio oferecer ao estagiário situações de ensino-aprendizagem que possibilitem a formação de atitudes, a aplicação de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades necessárias à prática educativa.

Art. 4º. O horário escolar do estágio desenvolvido pelo acadêmico/estagiário não poderá coincidir com o turno em que se encontra matriculado na instituição formadora.

CAPÍTULO II

MODALIDADES DE ESTÁGIO

Art. 5º. Constituem modalidades de estágio:

I – Estágio Obrigatório: faz parte do currículo do curso, constituindo-se na disciplina vinculada à grade curricular, e a sua realização é condição para integralizar o currículo;

II – Estágio Voluntário * não-obrigatório: não está previsto no currículo do curso, não possuindo, portanto, o caráter de obrigatoriedade.

§1º O Estágio Voluntário *não-obrigatório constitui-se numa opção pessoal que o acadêmico pode fazer, acrescido à carga horária regular e obrigatória, visando enriquecer sua formação profissional, na medida que tem a oportunidade de colocar em prática o conhecimento adquirido no decorrer do curso.

*Na hipótese de estágio não-obrigatório, o estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, sendo compulsória a sua concessão. A eventual concessão de benefícios não caracteriza vínculo empregatício, desde que observados os requisitos dispostos na Lei 11.788, de 25 setembro de 2008, bem como Regulamento do Estágio Curricular Não-Obrigatório da IES.

§2º. Este tipo de estágio pode contemplar outras atividades de ensino que não sejam as de 5ª a 8ª series do ensino fundamental e de ensino médio, e também cursos de ensino supletivo e cursos de idiomas.*O graduando que optar por fazer o estágio não-obrigatório, poderá realizar atividades como revisor de textos, editor, redator de livros técnico-didático-pedagógicos, crítico, literário, tradutor, intérprete, roteirista, secretário, assessor cultural, entre outras, atuando em empresas públicas ou privadas.

*O enquadramento do graduando na modalidade de estágio não-obrigatório deve respeitar todas as orientações e requisitos dispostos na Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, bem como o Regulamento do Estágio curricular Não-Obrigatório da IES.

§3º. O registro dessa modalidade de estágio será reconhecido como atividade de AACC – Atividade Acadêmica Científica Cultural.

CAPÍTULO III

DA CARACTERIZAÇÃO DAS MODALIDADES DE ESTÁGIO

Art. 6º. O Estágio da Unidade Escolar será desenvolvido de modo a atender a quatro modalidades:

I – Estágio de Observação

II – Estágio de Participação

III – Estágio de Estudos Dirigidos

IV – Estágio de Regência

§1º. O Estágio de Observação proporciona ao aluno/estagiário o levantamento de informações sobre o ambiente escolar (caracterização da escola e identificação de projetos e programas pedagógicos), o relacionamento professor/aluno, o perfil do docente, as técnicas de ensino e os recursos utilizados por ele, as atividades de ensino, os conteúdos, entre outros aspectos. Possibilita ainda a oportunidade de acompanhar o trabalho de professores de Matemática em situação real de ensino-aprendizagem.

§2º. O Estágio de Participação prepara o futuro profissional para o aprofundamento de questões relativas ao trabalho de ensino: planejamento, registro, análise e avaliação do processo pedagógico no ambiente escolar. São atividades nas quais o aluno/estagiário atua juntamente com o professor em pleno exercício de sua função na Unidade Escolar de estágio, em trabalhos de sala de aula.

§3º. O Estágio de Estudos dirigidos caracteriza-se pelo momento em que o aluno/estagiário aprofundará seus conhecimentos acerca do cotidiano escolar e das relações entre cotidiano e o contexto sócio-educacional. Objetiva fornecer ao aluno/estagiário a competência necessária para intervir no processo pedagógico, propondo situações de aprendizagem inovadoras na interação entre os conteúdos pertinentes à disciplina de Matemática.

§4º. O Estágio de Regência permite ao acadêmico ministrar aulas ou oficinas pedagógicas na Unidade Escolar de estágio, propondo a utilização de recursos didáticos no ensino e na aprendizagem do conhecimento científico. A avaliação será feita pelo professor em pleno exercício de sua função na Unidade Escolar de estágio, com coordenação do professor/ orientador da disciplina de Metodologia e Prática do Ensino de Matemática.

Art. 7. O Estágio na Instituição Acadêmica será desenvolvido de modo a atender a três modalidades.

I – Estágio Instrução Didática

II – Estágio em Aula Simulada

III – Estágio de Regência

§1º. O Estágio Instrução Didática envolve o aprofundamento de questões dos diversos setores do ambiente escolar: interação professor/família, relacionamento escola/comunidade, condições de formação docente, trabalho pedagógico em sala de aula e outros.

§2º. O Estágio em Aula Simulada trata da observação de aulas ou oficinas pedagógicas com o objetivo de melhor conhecimento da realidade educativa, que se desloca do âmbito do conhecimento do cotidiano escolar para o âmbito do conhecimento científico.

§3º. O Estágio de Regência permite ao acadêmico ministrar aulas ou oficinas pedagógicas na Instituição Acadêmica em que está inserido, propondo a utilização de recursos didáticos no ensino e na aprendizagem do conhecimento científico. A avaliação será feita pelo professor/orientador da disciplina de Metodologia e Prática do Ensino de Matemática.

CAPÍTULO IV

CARGA HORÁRIA

Art. 8º. A distribuição da carga horária obrigatória na prática de ensino (sob a forma de estágio supervisionado), será distribuída entre as séries dos ensinos Fundamental e Médio, da seguinte maneira:

Estágio na Unidade Escolar (mínimo de 400 – quatrocentas horas):

MODALIDADES DE ESTÁGIO

ENSINO FUNDAMENTAL

ENSINO MÉDIO

I – Observação

142 h/a

144 h/a

II – Participação

40 h/a

40 h/a

III – Estudos Dirigidos

10 h/a

10 h/a

IV – Regência

08 h/a

06 h/a

Total

200 h/a

200 h/a

Estágio na Instituição Acadêmica:

MDALIDADES DE ESTÁGIO

ENSINO FUNDAMENTAL

ENSINO MÉDIO

I – Instrução Didática

20 h/a

32 h/a

II – Aula Simulada

44 h/a

33 h/a

III – Regência

04 h/a

03 h/a

IV – Total

68 h/a

68 h/a

CAPÍTULO V

FORMAS DE SUPERVISÃO

Art. 9º. A supervisão de estágio pode ser desenvolvida pelo professor da disciplina de estágio e da metodologia de ensino respectiva, proporcionando orientação adequada sobre as atividades a serem desenvolvidas nos campos de estágio, ao longo de todo o processo.

Art. 10. Num esforço de organização de formas de supervisão, o professor coordenador de estágio, chamado de supervisor de estágio, poderá contar com a parceria do supervisor de campo, que é membro da equipe de ensino das escolas, e com o professor da sala de aula em que o estágio é realizado.

CAPÍTULO

FORMALIZAÇÃO DO ESTÁGIO

Art. 11. A formalização do estágio compreende as seguintes etapas:

I – Escolha dos estabelecimentos de ensino, pelo estagiário, onde deverá realizar seu estágio;

II – Solicitação, na Secretaria da Faculdade, de ofício que encaminhe o estagiário à instituição escolhida;

III – De posse do ofício, do Termo de Compromisso e de um Termo de Aceite, o graduando deve apresentar-se na instituição escolhida;

CAPÍTULO VII

ATRIBUIÇÕES DO ESTAGIÁRIO

Art. 12. Compete ao aluno-estagiário:

I – realizar todas as atividades previstas para o cumprimento dos estágios;

II – realizar pontualmente todos os estágios previstos;

III – registrar todas as atividades de estágio;

IV – sempre que houver necessidade, buscar dirimir dúvidas a respeito dos estágios ou de dificuldades encontradas, com o professor supervisor do estágio;

V – entregar um relatório final ao supervisor de estágio em prazo fixado, contendo os seguintes aspetos: planos de aula, exercícios propostos, modelos de materiais didáticos utilizados, estratégias ou metodologias desenvolvidas, avaliação e observações gerias;

VI – entregar ao supervisor as fichas de estágio comprovando as atividades de observação, participação e direção de classe, com as devidas assinaturas do professor regente da sala e do diretor da instituição em que estagiou, devidamente carimbada;

VII – ministrar, individualmente, ao menos 2 (duas) aulas na presença do supervisor de estágio em casa disciplina;

VIII – primar pela atitude ética-profissional no decorrer de todo o processo de seu estágio.

CAPÍTULO VIII

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 13. O graduando que já exerce atividade regular de docência, compatível com o nível de habilitação do curso (5ª a 8 ª séries do ensino fundamental e ensino médio), tem direito à redução de 50% da carga horária destinada à docência.

Art. 14. Todos os casos omissos neste regulamento serão resolvidos de comum acordo pelos coordenadores e/ou supervisores de estágio e a chefia do Departamento de Matemática.