Peça "Oxigênio” fará abertura da 8ª Mostra de Teatro de Jacarezinho

Quinta, 16 Agosto 2012 11:56 por Cristiano Oliveira

É para anotar na agenda. Nesta sexta-feira, 17 de agosto, terá início a 8ª edição da Mostra de Teatro de Jacarezinho com a Peça "Oxigênio" da Companhia Brasileira de Teatro, de Curitiba, dirigida por Marcio Abreu. O espetáculo, que já rendeu o prêmio Shell de Melhor Ator para Rodrigo Bolzan, explora temas dos mais diversos como religião, política, sociedade e humanidade, isso tudo de maneira caótica, poética, musical e violenta. Os ingressos para a sessão estão à venda no Conjunto Amadores de Teatro (CAT), de Jacarezinho, local da apresentação.


banner-encena-vO diretor da peça, Marcio Abreu, diz que a "Encenação de 'Oxigênio' busca existir na relação com a plateia. O teatro carece da vida. Ao marcar um encontro no teatro, quero que o espectador também compareça". O espetáculo, tradução de "Kislorod" de Ivan Viripaey, dramaturgo que hoje mais perturba a paisagem teatral russa, é dividido em dez cenas, todas a partir dos mandamentos (ou similar), e escrito em forma de canção, com refrãos e ritmos já impressos nele.


A história representada é a de um homem (interpretado por Rodrigo Bolzan) e uma mulher (Patrícia Kamis) que falam, pensam, discutem, esbravejam, cantam, dançam, especulam, se buscam, se torturam, se provocam e amam, em torno da fábula de Saniok que mata sua mulher por "falta de oxigênio". Sobre a Companhia que estará no palco do EnCena 2012, escreve a jornalista da Folha de São Paulo, Gabriela Mellão: "O grupo é um dos mais interessantes surgidos na cena teatral do País na última década, responsável por criações como "Vida", vencedora do prêmio Bravo! de melhor espetáculo de 2010".


No sábado, 18, quem subirá ao palco do EnCena é a Cia. Teatro Torto de Porto Alegre (RS), Prêmio Açorianos de Teatro (2008). A peça é sobre um homem exterminador de insetos que vive em sua casa mergulhado na banalidade do seu cotidiano, quando é surpreendido com a chegada da carta de uma mulher. A carta põe o homem em alerta, obrigando-o a ensaiar o esperado encontro, na tentativa de que nada fuja do seu controle. O encontro deve ser bem sucedido, pois não é sempre que o amor bate à sua porta. Nessa realidade de espera e angustia, na qual o ensaio para o encontro é uma corrida contra um dia que avança sem piedade, o homem se vê, magicamente contraído por outros aspectos do tempo. O dia do homem assim se desmancha em tempos incompossíveis e contraditórios, sem saber ao certo o que é passado, presente ou futuro.

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