Rondonistas da UENP retornam do Acre cheios de histórias para contar

Sexta, 16 Agosto 2019 09:48 por Editor da Comunicação Social
Rondonistas da UENP interagem com a comunidade local no município de Feijó pela operação Vale do Acre. Rondonistas da UENP interagem com a comunidade local no município de Feijó pela operação Vale do Acre.

Os acadêmicos da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) que participaram da Operação Vale do Acre do Projeto Rondon já retornaram para casa após a imersiva experiência de duas semanas na região Norte do país. Os estudantes da UENP ficaram alojados no município de Feijó-AC junto aos rondonistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde realizaram ações do Conjunto B (Comunicação, Trabalho, Meio Ambiente, Tecnologia e Produção) na operação que foi de 4 a 20 de julho.

Os estudantes Jean Lucas Guerino da Silva, Igor Birelo Sanches, Juliana de Pinho Balielo, Paloma da Silveira, Thayminne Temístocle Bergamo, Nag Rif Aguiar Sanroman, Paulo Evandro da Silva e Marcos Akira Umeno promoveram junto aos professores Luis Fabiano Zanatta e Ellen de Souza Marquez ações que tinham como objetivo levar conhecimento através de oficinas às comunidades atendidas no Acre, bem como proporcionar aos estudantes a experiência única de extensão que é ser rondonista.

“Em um projeto social, normalmente o beneficiado é a pessoa carente. No Projeto Rondon, os maiores beneficiados são os estudantes e professores voluntários que têm sua visão de vida e da realidade ressignificada e transformada, e a premissa é verdadeira: ‘Rondon é lição de vida e de cidadania’”, relata a professora Ellen. Ao todo, cerca de 1500 pessoas participaram das 41 oficinas e 7 minicursos ministrados pelos estudantes da UENP em Feijó, que fica 369 km distante de Rio Branco, capital acreana.

Os relatos dos estudantes sobre o Rondon não são menos intensos, como mostram as lembranças compartilhadas pela estudante de Letras Português/Inglês, Thayminne Bergamo. “Um cruzar de histórias que realmente nos faz entender o que é empatia, uma troca sem julgamentos, que faz crescer. Isso nos relembra a importância da humanidade, de olhar o outro e estar disposto a ajudar. Levamos um conhecimento que trazia aprendizagem por outros ângulos, não findado, que com as discussões junto aos feijoenses se fortaleceram. Oficinas que realmente poderiam ser multiplicadas, e foram. Que alegria ver um produto novo em cima de um primeiro passo apresentado”, relembra.

"O Rondon foi muito mais do que eu pensava, foi a experiência mais incrível que já vivi. Foram dias intensos, que me fizeram reconhecer outros valores da vida. Convivendo em diferentes contextos e culturas, descobri que se a adaptar a diversas situações não é tão difícil quanto parece, quando corpo, alma e coração estão dispostos a aprender muito mais do que ensinar. Lá aprendi que as grandes realizações da vida vem muito mais do querer, do que do poder. E digo ainda, foi lindo, foi incrível, foi intenso, foi Rondon e será pra sempre no meu coração”, destaca a estudante de Enfermagem, Juliana Balielo.

Para o estudante de Ciências Biológicas, Marcos Akira, o Rondon foi uma das melhores experiências de sua vida. “Estar junto de pessoas que antes não conhecia e desenvolver uma relação tão forte é incrível. Juntos por uma ação maior do que imaginávamos, e tão rica de vida e cidadania. Poder fazer a diferença na vida de alguém é algo que nos preenche e nos faz repensar diversas atitudes que temos em nosso cotidiano. Rondon é para o outro e com o outro, é junto viver e experienciar, é crescer indo a lugares que muito não se têm, que muito não se sonha, mas muito quer atenção e um olhar de esperança”, conta.

O coordenador da ação da UENP no Rondon, professor Luiz Fabiano Zanatta, destacou o sucesso da atuação dos rondonistas. “Foi uma experiência incrível para todos. Uma das Operações que participei que mais entregou produtos concretos. Até o final, você já via multiplicadores fazendo o que a gente havia ensinado. Foi fantástico! E assim, a experiência com as populações ribeirinhas foi um aprendizado único e talvez sem possibilidade de acontecer de novo”. 

Última modificação: Sexta, 16 Agosto 2019 10:26
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