EvoEduca desconstrói mitos sobre evolução no ensino das escolas

Quarta, 27 Novembro 2019 11:53 por Editor da Comunicação Social
Alunos do PET/Biologia, Residência Pedgagógica, professores e membros da comunidade no EVO Educa, realizado no CLM Alunos do PET/Biologia, Residência Pedgagógica, professores e membros da comunidade no EVO Educa, realizado no CLM

O evento EvoEduca, promovido pelo curso de Ciências Biológicas do Campus Luiz Meneghel (CLM), atraiu mais de 600 estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio para visitar o Auditório Thomaz Nicoletti. O evento aconteceu na quinta e sexta-feira, dias 21 e 22 de novembro. O EvoEduca contou com o trabalho de alunos dos projetos Residência Pedagógica e do Programa de Educação Tutorial (PET/Biologia).

Os acadêmicos de Ciências Biológicas montaram estandes para a visitação dos participantes sobre Astronomia, Seleção Artificial, Seleção Natural, Adaptação, Árvore Filogenética, Evolução Humana, Migração e Diversidade, Túnel do Tempo, Embriologia Evolutiva, Fósseis e Paleontologia. Além disso, foram distribuídos aos docentes da rede que acompanhavam seus alunos material informativo de como trabalhar e/ou reproduzir as práticas na escola.

O objetivo do evento como um todo era levar aos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio de Bandeirantes e Região conhecimentos sobre a área da Evolução na Biologia, desconstruindo mitos e incompreensões sobre este tema. O EvoEduca também teve como foco a instrução a professores da rede pública e particular sobre como trabalhar a temática evolutiva com seus alunos, segundo uma das coordenadoras do evento, professora Mayra Costa da Cruz Gallo de Carvalho.

“O propósito é fazer um atendimento especial aos alunos e professores de ciências e biologia das escolas públicas e privadas da região. Abrir as portas da Universidade para a educação básica é fundamental, uma vez que um dos nossos pilares é a Extensão. Com estes eventos nós trazemos a comunidade para a Universidade”, afirma.

“Eventos deste tipo são importantes para que nós possamos sentir os potenciais e as carências do ensino. No caso, pudemos diagnosticar que há uma dificuldade das escolas em tratar o tema da Evolução, seja por falta de formação do professor ou até mesmo por questões religiosas. Aqui, nós queremos orientar também ao docente sobre estes temas, mostrando que a Evolução pode ser estudada corretamente sem que entre em conflito com crenças ou outros saberes”, complementa.

A estudante do 5º ano de Ciências Biológicas, Juliana Pareja, comenta sobre a preparação dos acadêmicos para atuar como monitores no EvoEduca. “Durante o ano todo fomos preparados, realizamos pesquisas em fontes confiáveis e leituras em livros basilares para o tema da Evolução e outros artigos. Procuramos elaborar a melhor didática para tratar com cada tipo de aluno, pois aqui nós tivemos alunos da educação especial, ensino fundamental I, II e ensino médio e para cada nível há formas diferentes de transferir este conhecimento”, relata.

“Há muito conhecimento implantado na cabeça do indivíduo, costumes, cultura, religião, etc. Não queremos tirar nada deste aluno, mas abrir a mente dessa pessoa para que ela perceba que há outras explicações, outras hipóteses e outros conhecimentos gerados a partir de evidências biológicas”, acrescenta Juliana, que também atua no programa Residência Pedagógica desde que entrou na faculdade. “A inserção do graduando no ambiente escolar ainda durante o curso promove um amadurecimento acadêmico que faz a diferença para quando este profissional conclui a sua licenciatura, tornando-o muito mais preparado para superar os desafios da rotina docente”, conclui.

 

Última modificação: Quarta, 27 Novembro 2019 11:59
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