Jornadas de Língua e Literatura discutem questões raciais

Terça, 26 Março 2019 16:08 por Editor da Comunicação Social
O diretor de cultura da UENP, James Rios, fala sobre sua pesquisa e outros assuntos na Jornada de Língua e Literatura O diretor de cultura da UENP, James Rios, fala sobre sua pesquisa e outros assuntos na Jornada de Língua e Literatura

O Centro de Letras, Comunicação e Artes (CLCA) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) iniciou as Jornadas de Língua e Literatura no Campus Jacarezinho. A primeira etapa teve como tema “Literatura e raça: o estágio da literatura infantojuvenil brasileira”, e ocorreu no auditório do CCHE/CLCA na noite de segunda-feira, 25 de março.

O painel foi ministrado pelo professor James Rios, que atualmente é diretor de cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UENP. Rios é formado em Letras Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela UENP, com mestrado em Letras com ênfase em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Foi professor substituto do curso de pós-graduação (especialização) em Humanidades da UENP e atua em diversos grupos de pesquisa.

“Voltar ao CLCA é como voltar para casa. Foi muito bom retornar a este Centro que foi, durante quatro anos, a minha segunda casa. O fato de ter partilhado minhas vivências pessoais e acadêmicas com meus professores e com uma plateia que se fez atenta durante toda a minha fala, foi uma experiência inenarrável. Foi um prazer imensurável discutir com a comunidade acadêmica um assunto tão importante como a correlação entre literatura e raça. Estou muito feliz e grato pelo convite realizado pelo Centro”, disse.

James falou sobre a sua trajetória pessoal e a construção de sua experiência acadêmica, explicando os caminhos que trilhou durante o mestrado, os motivos que o levaram a pesquisar as relações raciais na literatura infantojuvenil brasileira e as características dos autores e das obras do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE).

Na ocasião, o pesquisador falou também sobre os aspectos sociais dos conceitos de raça, racismo e memória; tratou sobre polêmicas raciais que envolvem cânones da literatura infantojuvenil brasileira, dentre outros diálogos motivados por questões vindas do público, que compareceu em número expressivo e prestigiou o evento até seu desfecho.

Em três momentos, no início, durante, e ao fim do evento, performances artísticas baseadas na cultura africana e afro-brasileira levaram o público à reflexão, combinada a sensações de alegria e tristeza provocadas pelas letras, pelos batuques, pela melodia e pela dança. Com texto de James Rios, as performances artísticas foram realizadas por Francislaine Carvalho na dança, Tiago Angelo na voz e violão e Mestre Capoeira na percussão.

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